segunda-feira, 20 de junho de 2011

as saudades que vou ter.

esta música vai ser daquelas que vão sempre fazer-me lembrar-te de ti, desse teu sotaque, desse teu calorzinho humano, desse teu jeito de ser!

exames nacionais, yey yey

O de português já foi, agora que venha o de história.
Ai como eu odeio a escolha múltipla em testes de Português.
... e não é que fiquei a gostar um pouco mais de Pessoa (Álvaro de Campos), mas só porque o poema era bastante acessível. 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

as insónias contam histórias (...)

(Uma história, apenas uma história.)

- Tenho medo!
- Medo de quê?
- De sentir...
- De sentir?
- Sim, de sentir!...
- Explica-te! Tens medo de sentir o quê? Porquê?
- Tenho medo de sentir... Sentir amor, sentir felicidade, sentir medo... de sentir porra!
- Mas porquê? O que se passa contigo?
- Eu passei sete meses, tu sabes, a não sentir, a não pensar, a não fazer, a... não se eu! E agora tenho medo.
- Porquê? Porquê que o fizeste? Porquê que deixaste essa criatura apoderar-se da tua mente e do teu corpo?
- Eu... amava-o! Quando amo, tu sabes, deixo de ser eu. Não sei o que faço, o que digo, o que sou, quem sou ou para onde vou. É como se estivesse adormecida, num tipo de coma qualquer.
- E agora? Estás aí, desfeita, feita num farrapo, por dentro e por fora. Com medo de tudo e de todos.
- Eu não quero voltar a sentir, não deixes, por favor! Ele vai-se embora, de uma forma diferente do outro, mas vai... e não sente o mesmo que eu! E eu? O que sinto eu? Não sei e, estou aterrorizada, à dias que não consigo pensar e sinto um aperto, um mau estar. Eu não quero isto, não deixes, peço-te!
- O que queres agora? Eu avisei-te! Tu sentes demasiado, eu disse para teres cuidado com a forma como sentias, e com a intensidade com que amavas, mas nunca me dás ouvidos. Ainda assim, tu és mais forte do que julgas e vais conseguir auto-disciplinar-te.
- Ele é... ele vai-se embora, eu não quero! Eu não sei o que sinto e tenho medo. Eu não sei o que ele sente e tenho ainda mais medo. E por favor não voltes a dizer: Eu avisei-te! Faz-me sentir a pessoa mais ridícula à face da terra.
- Já não sei o que te fazer, nem que te dizer, mas não tenhas medo, o que tiver de ser será e só arriscando vais deixar de ser esse Ser cheio de medos em que te tornaste. Apenas tens de aprender a sentir. Não te esqueças: Não deixes morrer dentro de ti, aquilo que sempre foste!
(...)


quarta-feira, 8 de junho de 2011

um brilhozinho nos olhos!

   É dos momentos mais feliz, não só para mim, mas também para quem me viu crescer, o final do 12º ano e o começo de uma nova vida. Foi tão bom ver o orgulho nos olhos da minha professora primária, ou o abraço de alegria da educadora de infância.
   Recuei no tempo, simplesmente fechei os olhos por 10 segundos e senti-me com sete anos novamente, a maneira como brincava, com quem brincava, os amigos, os colegas, os conhecidos, a maneira como nos dávamos, era tudo tão mais simples, era tudo mais belo, mais cor-de-rosa "cheio de unicórnios e cup cakes". Eu só queria permanecer ali, poder ficar aconchegada no abraço da educadora ou a receber o carinho das palavras da professora. Minhas amigas, minhas companheiras, minhas professoras, minhas "MÃES", nada nem ninguém vai, algum dia, fazer com que eu vos esqueça! Amo-vos, amo-vos como quando tinha sete anos, como quando me aturavam por estar sempre a dormir, ou por terem que ter atenção com todos os medicamentos que tinha de tomar. Sei bem que não foi fácil aturar-me, como diria a professora sou "cabeça dura", só resmungona e teimosa, mas também querida e carinhosa.
   Obrigada por serem quem são, obrigada por me ensinarem, obrigada por me ajudarem, obrigada por me tornarem pouco a pouco naquilo que sou hoje, obrigada por terem feito e fazerem parte da minha, ainda curta, vida!

domingo, 5 de junho de 2011

E hoje quem ganha? Sócrates? Passos Coelho ou governo conjunto?
Venha o diabo e escolha!

Queria tanto tanto poder ir votar, malditos 17 anos, bah!